Dissertação de mestrado em Economia Política na Puc de São Paulo, sob orientação de Ladislau Dowbor, defendida em maio de 2005

ou na biblioteca da PUC-SP

A Agência da Bacia do Alto Tietê tem pouco tempo de vida para ser analisada de maneira responsável, mas é interessante um programa de pós-graduação em economia se debruçar sobre a gestão de um bem essencial, a água, e que tem de ser compartilhado por atores extremamente assimétricos, exigindo formas inovadoras de gestão. O que cada usuário faz com a água impacta inúmeros outros usuários, seja no caso de um agricultor que aplica agrotóxicos, uma empresa que joga resíduos no rio, ou uma comunidade que ocupa um manancial. Na falta de pactuações que asssegurem um uso racional da água e a sua proteção, todos acabamos pagando muito mais caro sob forma de ações corretivas, de hospitalizações, de dias de trabalho perdidos.
O embate tradicional está centrado nas alternativas entre controle estatal ou privado. No caso da água, os interesses são demasiado diversificados para que baste editar leis, e o recurso demasiado essencial para ser esbanjado por interesses privados. A gestão da água envolve um outro paradigma de gestão, nos obriga a inovar.

Este trabalho mostra a complexidade de um processo decisório que exige que os diferentes atores sociais aprendam a colaborar. Participaram da banca os professores Pedro Jacobi e Helena Sobral.  


 

Autor: Alexandre Hojda