Tornando a poupança socialmente útil

Joan Bavaria, Scientific American, December 2002
(em português prov. Jan 2003), 2002,

Os sistemas globalizados de especulação financeira estão esterilizando as nossas poupanças. (Veja o artigo “Especulação financeira e atividades produtivas” em “Artigos” nesta página) Não é só o microcrédito que aparece como forma de fugir deste processo, e de resgatar o controle sobre os nossos recursos financeiros. Joan Bavaria fundou a empresa chamada Trillium, nome de uma flor de tres pétalas, representando os objetivos de ecologia, economia e equidade, fundo que recebe recursos de pessoas que querem que o seu dinheiro seja utilizado de maneira decente e produtiva. O Trillium maneja 650 milhões de dólares. Segundo o artigo, a comunidade mundial de investidores sociais controla hoje mais de 2 trilhões de dólares, segundo o Social Investment Forum. Os investimentos têm de obedecer aos critérios da CERES (coalition for Environmentally Responsible Economies).
O texto que recomendamos é curtinho, está no número de dezembro 2002 do Scientific American em inglês, na página 40, e deve sair na versão brasileira desta revista no número de janeiro 2003.
Pela imensa importância que representa a ruptura dos sistemas de especulação que desarticulam o desenvclvimento de tantos países, a temática é absolutamente essencial. Na realidade, olhando com um pouco de distância, o desenvolvimento do microcrédito por todas as partes do planeta, o movimento Attac pela taxação das atividades especulativas, a luta da União Européta pela abertura do segredo bancário na Suiça e em outros paraisos fiscais, e o surgimento de fundos de orientação social representam todos diversas facetas da construção de uma economia menos burra, e mais eficiente. As poupanças do mundo representam esforços de bilhões de pessoas, e devem parar de servir de brinquedo a um grupo de espertalhões. Estive na Argentina, falando com um casal idoso que não entendia: “Mas é a poupança nossa, de 30 anos de trabalho, e desapareceu?” Pois é, desapareceu. Se esperasrmos que os róprios especuladores tomem a iniciativa de mudar as coisas, francamente…