Dissertação de mestrado em Administração na UMESP, agosto de 2002, 229 p. – Orientação de Ladislau Dowbor

Dissertação disponível em

A intermediação financeira no Brasil constitui essencialmente um processo social de extorsão. Enquanto nos sistemas de intermediação no mundo as taxas de juros estão na faixa de 2-3% ao ano, no Brasil o governo paga aos bancos 22% (com os nossos impostos, transferidos indiretamente aos bancos), o capital de giro empresarial é cobrado a 30%, o juro para pessoa física atinge mais de 70%, o custo da intermediação financeira (com juros de empréstimos, cartão, cheque especial, compras a prazo) come entre 20 e 30% da renda familiar (os dados detalhados estão no artigo Especulação Financeira e Atividades Produtivas, nesta página, em “Artigos Online”). Como os juros extorsivos paralisam a economia, estão se organizando por toda parte formas alternativas das pessoas protegerem as suas poupanças, e financiarem as suas atividades. Sérgio Roschel faz o “ponto da situação”, analisando experiências de microcrédito em diversos países, e particularmente no Brasil, focando os problemas práticas da organização do sistema, do que chama de “construção da institucionalidade” do microcrédito. Trata-se de uma ótima sistematização, um bom instrumento de trabalho para quem pesquisa ou trabalha com microcrédito.

Autor: Sérgio Roschel